segunda-feira, 6 de abril de 2015

Deus era onisciente, onipresente e onipotente. Ainda assim, preferiu conversar com alguns homens para que eles escrevessem a sua palavra, em vez de disseminar de uma vez na cabeça de todos ao mesmo tempo tudo o que ele queria dizer (afinal, ele era onipotente, não era?). Algum tempo depois, ele foi ler o que os homens interpretaram do que ele havia dito e como estavam disseminando suas ideias. Exclamou:


- Mas que porra é essa?!

Os homens estavam fazendo tudo errado. Pra consertar isso, em vez de exterminar a raça humana mais uma vez, decidiu mandar alguém que explicasse tudo. Engravidou uma moça do Oriente Médio e fez nela seu porta-voz. Chamaram-no Jesus. Jesus fez um bom trabalho, espalhou o amor, ensinou a caridade, disseminou a ideia de que a força que rege - ou deveria reger - a vida humana é o amor, não a ganância, nem a inveja, nem a superioridade de uns sobre os outros. Deus estava contente, sua palavra estava explicada como deveria estar. 
Era aquilo o que ele queria dizer, desde o início.

Mas os homens não gostavam de Jesus. Mataram-no. Ressuscitado no terceiro dia, provou a todos que era, mesmo, o filho do todo poderoso.
Escreveram um novo livro, chamaram de "Novo Testamento", mas o antigo ainda estava lá, aquele que pregava exatamente o que deus não gostava e fazia com que os homens se odiassem. Deus, novamente deixou a onipotência de lado e permitiu que o livro do ódio permanecer. Acreditava que com o tempo os homens o deixariam para lá.

Mas o tempo passou e a explicação "mastigadinha" que Jesus veio dar se perdeu, o ódio prevaleceu, mas deus não mandou outro filho, decidiu deixar a humanidade à própria sorte. Não havia necessidade de planejar mais alguma catástrofe que exterminasse a raça humana, eles já estavam fazendo isso por conta própria.

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