terça-feira, 10 de setembro de 2013

Diálogo filosófico.

- A vida é tão curta e os problemas são tantos... - a pequena disse, coçando o canto dos olhos com a ponta dos dedos, como costumava fazer quando se sentia intrigada e confusa ao mesmo tempo.
- É verdade. - o rapaz recém formado concordou, estupefato - a humanidade se auto domesticou de uma maneira que nem todos conseguem compreender a brevidade da vida antes que seja tarde demais.
- Eles se preocupam com tantas e tão toscas coisas que é quase digno de pena.
- Falta de tentar compreender a vida de uma forma profunda é tão digno de pena quanto os que morrem de fome nos países pobres. Tanto lá quanto aqui eles morrem com a falta de algo essencial.
- A diferença dos mortos de fome e dos ignorantes é que para os ignorantes o conhecimento é de fácil acesso, está aí na cara de quem queira fazer uso. Já aos famintos, a inexistência de alimentos que supram suas necessidades é uma triste realidade.
- Se aos países pobres fosse enviada um bom tanto de suprimentos, suficiente para dar de comer a toda a população carente, muito provavelmente todos atacariam a comida como leões. Mas por que os ignorantes do nosso lado não atacam o conhecimento tão à mão como leões famintos?

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