sexta-feira, 10 de maio de 2013

A teoria das mil pernas


Hoje pela manhã vi um bichinho interessante que chamamos de “mil pé”, cá na região do Vale do Ribeira. Creio que todos saibam o que é um mil pé, mas só pro caso de não, insiro uma imagem logo abaixo:


E, logo pela manhã, perdi bem uns vinte segundos apenas olhando o mil pé e pensei: como pode ter tantas perninhas e andar tão devagar? Ora, o que importa não é a quantidade de pernas, mas o tamanho delas, afinal. Quanto maior a perna, maior o passo e mais rápido se anda.
E então, como tudo o que me cerca, apliquei essa “teoria das mil pernas” – como a intitulei – no cotidiano. O que seria uma perna? Pode ser uma virtude, uma especialização, um trabalho... Enfim. O que eu concluí a partir daquele bichinho de mil pernas que anda vagarosamente é que, aplicando a nós, não importa ter mil pontos característicos, se esses pontos não forem um só. Tendo mil coisas diferentes, será mais difícil encontrar aquela em que mais se identifica. Somando as características visando um único objetivo, os passos são mais largos e provavelmente levam a uma finalização mais rápida.
Eu, enquanto jovem ainda indecisa sobre a carreira que seguirei – incluindo que faculdade pretendo cursar, inclusive – cheguei à simples conclusão de que não importa se eu fizer mil cursos em áreas dispersas. É preciso decidir uma linha de raciocínio, um objetivo único e então começar a fazer as pernas crescerem para que o passo saia cada vez maior e cada vez mais próximo de um objetivo final.
Ufa. Acho que finalmente encontrei um porquê para parar essa corrida incessante atrás de cursos e mais cursos – desde 2007 não fiquei período algum sem fazer algum curso, diga-se de passagem – agora é parar e refletir sobre os passos seguintes para não acabar me tornando um mil pé, que anda sem parar rumo a lugar algum.

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